
Squadra leva jovens de territórios vulneráveis da formação em IA ao primeiro emprego em tecnologia
Consultoria oferece trilha técnica que combina teoria e prática, com bolsa-auxílio e trainee, e integra parte dos jovens ao programa New Thinkers 2026, com meta de contratação ao fim da capacitação.
Quase um quarto dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos não estuda nem trabalha. Segundo o relatório Education at a Glance 2025, da OCDE, o índice chega a 24%, quase o dobro da média dos países-membros da organização. Em um cenário onde a inteligência artificial redefine as competências mais demandadas pelo mercado, o risco de uma nova exclusão digital se soma a uma desigualdade histórica. É nesse contexto que iniciativas de formação técnica como porta de saída para o emprego ganham peso estratégico.
A Squadra Digital, uma das maiores consultorias de tecnologia do Brasil, assume parte desse desafio. A empresa dará continuidade à formação dos jovens da primeira turma do COLAI, programa idealizado pela Microsoft, por meio de sua iniciativa global de capacitação, e pela Gerando Falcões, ecossistema de desenvolvimento social que atua na superação da pobreza nas favelas. Aos jovens formados pelo COLAI, a Squadra oferecerá uma trilha técnica complementar pautada em IA, que irá combinar teoria e prática, acompanhada de bolsa-auxílio e oportunidades de estágio. Ao fim da capacitação de dois meses, a empresa atuará para garantir o ingresso de parte desses jovens em seu quadro, por meio do programa New Thinkers 2026.
A conexão entre as três organizações completa uma cadeia de impacto. A Microsoft e a Gerando Falcões levam o primeiro contato com programação e inovação a adolescentes de comunidades periféricas. A Squadra recebe esses talentos e os conduz até a inserção profissional. É a união entre formação de base, aprofundamento técnico e oportunidade real de emprego, cada elo sustentado por uma organização com escala para gerar transformação.
A escolha da Squadra como ponte final não é casual. O New Thinkers, programa de formação e ingresso da empresa em formato de bootcamp imersivo, já comprovou sua capacidade de transformar potencial em carreira. Em quatro anos, o programa mobilizou quase 6 mil pessoas interessadas em ingressar na área de tecnologia e abriu quase 200 vagas efetivas na Squadra e em empresas de seu ecossistema, dando a profissionais sem experiência prévia a primeira oportunidade no setor. Para muitos, foi a porta de entrada que o mercado raramente oferece.
O alcance é nacional. As contratações do New Thinkers se espalham por todas as regiões do Brasil, de São Paulo e Minas Gerais a estados do Norte e Nordeste, levando oportunidade em tecnologia a profissionais que, muitas vezes, não teriam acesso a uma primeira porta de entrada no setor. Mais do que capacitar, o programa promove diversidade geográfica e inclusão produtiva no mercado de TI.
"Talento está em todo lugar. O que falta, na maioria das vezes, é oportunidade. Acreditar nas pessoas é parte do nosso jeito de construir tecnologia, e isso significa abrir portas reais, não apenas capacitar. Em um mundo cada vez mais movido à inteligência artificial, formar jovens de comunidades vulneráveis e trazê-los para dentro de projetos de verdade é a forma mais concreta de transformar potencial em futuro", afirma Rômulo Cioffi, Chief AI Officer da Squadra Digital.
A aposta da Squadra responde a um dos principais gargalos apontados pela própria OCDE: a falta de articulação entre formação e empregabilidade. Ao assumir o compromisso de absorver parte da turma, a empresa fecha esse ciclo, da sala de aula ao crachá.
Para a Squadra, a iniciativa reflete uma visão de responsabilidade corporativa que vai além do discurso. Desenvolver talentos diversos não é apenas um gesto social, mas uma forma de fortalecer o próprio ecossistema de tecnologia do país. Em um setor que convive com escassez crônica de profissionais qualificados, ampliar o acesso à formação e ao emprego é investir, ao mesmo tempo, em inclusão e no futuro da inovação brasileira.
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