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Squadra e Sensedia promovem evento exclusivo para lançamento de estudo conduzido pelo MIT SMR Brasil

GA
Genius AI Full Cycle Platform·07 de julho de 2026

No último dia 2 de julho, no Assador da Faria Lima em São Paulo, Squadra e Sensedia promoveram um evento exclusivo para o lançamento do estudo “Eficiência não paga a conta: o paradoxo da IA nas organizações”, conduzido pelo MIT SMR Brasil.

O encontro reuniu lideranças de grandes empresas para debater sobre o estudo, que aborda um tema urgente no mercado corporativo: a transição definitiva da IA experimental para a inteligência integrada de forma profunda ao core do negócio.

Confira a seguir os principais insights, debates e conclusões dessa noite estratégica.

Só os ganhos em eficiência não pagam a conta

O ponto de partida do painel, mediado por Douglas Souza, CEO no MIT SMR Brasil, foi o descontentamento e a inquietação de muitas corporações com os resultados de seus investimentos iniciais em IA.

Embora o potencial da IA generativa seja estimado pela McKinsey em impressionantes US$4,4 trilhões adicionados por ano à economia global, os projetos isolados de ganho de eficiência muitas vezes não se revertem em crescimento financeiro ou vantagem competitiva sustentável.

Dados trazidos pelo MIT no relatório “State of AI In Business” revelam que 95% dos projetos de IA corporativa falham. O motivo quase nunca reside no algoritmo ou na tecnologia escolhida, mas sim na ausência de visão estratégica, na baixa qualidade dos dados e na falta de integração com os processos vitais da empresa.

“A diferenciação sustentável não virá dos modelos — que se tornam commodity — mas da capacidade de transformar inteligência em operação, decisão e valor contínuo.” David Wingate, Barclay L. Burns E Jay B. Barney · MIT Sloan Management Review

Escalando a IA através da arquitetura e do design integral

Durante o debate no evento, Romulo Cioffi (Chief AI and Innovation Officer na Squadra) alertou sobre os perigos da atual corrida do ouro corporativa, onde áreas de negócio medem o sucesso pelo número de pilotos ou de agentes de IA criados individualmente, o que frequentemente pulveriza os orçamentos em IA.

Segundo Cioffi, antes de iniciar uma fábrica de automações, as empresas precisam mapear as dores em seus processos para orquestrar agentes com guardrails de segurança claros e retorno financeiro mensurável.

Nesse cenário, a integração deixa de ser um acessório para ocupar o papel central através do design integral, conceito que visa eliminar a fragmentação entre experiência, operação, tecnologia e estratégia. Para Cioffi, sem essa exploração detalhada, a IA limita-se à automação superficial.

“O design integral é a base necessária para criar organizações capazes de operar inteligência distribuída com consistência, segurança e escala real.” Romulo Cioffi, Chief and Innovation Officer na Squadra

O playground seguro: segurança e custos sob controle

Ao lado de Romulo, Lucas Tempestini (Head de Marketing na Sensedia) enfatizou que para escapar do purgatório da IA (a incapacidade crônica de colocar projetos experimentais em produção contínua), as empresas precisam implantar uma camada unificada de gestão de IA corporativa para integração e orquestração dos seus processos vitais com a inteligência artificial.

Essa gestão trata-se de centralizar a governança de modelos, o controle de gateways e o monitoramento centralizado de consumo técnico. Sem essa infraestrutura de conectividade robusta baseada em APIs estáveis e governadas, as corporações escalam complexidade arquitetural descontrolada e custos, em vez de escalarem inteligência útil aplicada ao core business.

A nova vantagem competitiva em 5 pilares

As lideranças presentes concordaram que a maturidade da inteligência artificial não é mais avaliada pelo número de projetos, mas pela capacidade de transformar a IA em infraestrutura essencial do negócio, estruturada sob 5 pilares estratégicos:

  • Conectada aos dados: alimentada continuamente com fontes corporativas reais, limpas e confiáveis;

  • Governada com inteligência: sob rígido controle de compliance, acessos, auditoria e custos;

  • Orientada a decisões: voltada para otimizar os fluxos críticos onde o valor de negócio reside;

  • Agentes em escala: capaz de operar comunidades agênticas que cooperam autonomamente por propósitos;

O diferencial competitivo deixa de ser a produtividade individual para se tornar a capacidade da organização de delegar autoridade a ecossistemas multiagentes orquestrados. Ou seja, a orquestração passa a funcionar como a nova camada operacional das organizações, coordenando decisões, contexto, fluxos de trabalho, permissões e colaboração entre sistemas inteligentes.

A grande virada de chave desta nova fase não é apenas ter dados disponíveis, mas atingir um estado de agent-readiness. O segredo não está em reconstruir integrações do zero, mas em transformar APIs, sistemas e ativos corporativos em ferramentas prontas para serem consumidas por agentes inteligentes.

Após o debate conduzido ao longo do evento e de posse dos dados do estudo, cabe às empresas entenderem o que ainda precisam para alcançar esse nível de maturidade em IA, em que ela deixa de ser um custo e começa a pagar, pelo menos, a sua própria conta.


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